Esmarn ganha nome do seu fundador, o desembargador Manoel de Araújo Silva

A Escola da Magistratura do RN, perto de completar 32 anos de atividades, em dezembro, realizou, nesta quinta-feira (27), solenidade virtual de descerramento da placa que confere à instituição o nome, como reconhecimento e homenagem, do desembargador Manoel de Araújo Silva, que iniciou as ações da unidade, como primeiro diretor. O evento online, que foi transmitido pelos canais oficiais da Esmarn (Esmarn_oficial) no YouTube, Instagram e Facebook, contou com o depoimento e a participação da Presidência do TJRN, bem como de outros desembargadores que também ocuparam a direção, assim como de juízes que fizeram parte dos primeiros anos da iniciativa iniciada no mesmo ano da promulgação da Constituição brasileira, em 1988.

“Pudemos observar no decorrer desses anos a evolução da Escola. Evoluiu, tem prédio próprio. A Esmarn confere a esperança para que os juízes e servidores permaneçam firmes e capacitados para enfrentarem as ameaças e intimidações de quem procura enfraquecer um Poder que não vai se acovardar, que é consciente do seu papel na defesa da democracia e dos direitos fundamentais”, lembrou Alexandre Azevedo, magistrado trabalhista e filho do homenageado, representando sua família.

O homenageado Manoel de Araújo Silva nasceu em Jardim do Seridó, em 1929, e iniciou a magistratura em 1957, sendo juiz nas comarcas de Florânia, Caicó, Jardim do Seridó, Macau e Natal, bem como corregedor regional eleitoral. Também foi vice-presidente do TJRN e ocupou a presidência da Corte entre os anos de 1986 e 1988. “Papai tinha uma frase que era mais ou menos uma benção e eu sei que ele diria, se estivesse entre nós, para cada servidor, juiz ou pessoa que passasse por ele hoje: sejam felizes”, relembra Alexandre Azevedo.

“Posso dizer que a Esmarn está cumprindo isso. Tem sido feliz nesses tempos de readaptações, como nestes tempos de pandemia, como a disponibilização de um acervo virtual bibliográfico”, pontua o coordenador administrativo da Escola, o juiz Cleanto Pantaleão, ao ressaltar que o momento atual da instituição é de “reinvenções”.

“Olhamos para o passado, para compreender melhor o presente e readaptá-lo e ter um futuro de qualidade”, avalia o magistrado, ao ressaltar que a meta é conseguir dar a prestação de um serviço de excelência, que não seria possível sem os cursos que são oferecidos. “O homenageado teve esse sonho e continuamos criando projetos e vendo no horizonte a meta de tornar a Escola cada vez melhor. A Escola é uma referência, hoje, nacional”, enfatiza.

Uma meta que tem sido cumprida, na avaliação da juíza Sandra Elali, que foi convidada pelo desembargador Manoel de Araújo a dar os primeiros passos da Escola, que funcionava em uma pequena sala do TJRN, onde hoje é a Secretaria Judiciária. “Estávamos todos muito empolgados com a proposta, na primeira reunião, que teve as presenças do desembargador Caio Alencar e do desembargador Cristóvão Daielo, diretor da Escola Nacional da Magistratura, que trouxe subsídios para esse início, bem como da então secretária geral do TJ, Cristina Leandro”.

Cristina Leandro, atual coordenadora executiva da Esmarn, descerrou a placa na solenidade virtual ao lado do juiz Cleanto Pantaleão e do diretor da Escola, desembargador Saraiva Sobrinho.

“Quando mudou para um prédio na Hermes da Fonseca, foi que houve a expansão e a possibilidade de adoção de critérios pedagógicos e o perfil de academia. Estamos felizes com a homenagem que honra seu primeiro diretor”, relembra o presidente do TJRN, desembargador João Batista Rebouças. “Foi e tem sido fundamental para aprimorar esse novo perfil do magistrado”, completa o desembargador Amaury Moura, que também esteve à frente da direção na Esmarn.

Para a desembargadora Maria Zeneide Bezerra e para os ex-presidentes da Corte potiguar, desembargadores Aderson Silvino, este já aposentado, e Expedito Ferreira, a palavra adequada é ‘avanço’. “Vejo a Escola dando saltos cada vez maiores”, diz a desembargadora. “O objetivo do Judiciário é ser um prestador de serviços cada vez melhor e mais célere”, complementam os desembargadores.

“Se eu não tivesse feito nada nestes anos à frente da Escola e tivesse apenas conseguido essa aprovação unânime do Pleno do TJRN para conferir o nome do desembargador Manoel de Araújo à Esmarn, eu deixaria a direção muito satisfeito”, destaca o atual diretor, desembargador Saraiva Sobrinho, ao ressaltar que a Escola vai além da formação jurídica, passando pela formação ética e moral.

“É fundamental para a formatação do atual magistrado. Eu não tive essa oportunidade nos meus tempos de magistratura. O prestígio que, hoje, a Escola possui nacionalmente não teria nome melhor para personificar esse alcance, merecidamente”, define Saraiva Sobrinho.

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