Judiciário do RN destaca ações sustentáveis implantadas em suas unidades

Durante a palestra "Poluição e as ações de sustentabilidade do TJRN" realizada pela Coordenadoria Permanente de Gestão Ambiental (Copegam) da Justiça estadual, nessa quarta-feira (19), o secretário-geral do Tribunal de Justiça, Lindolfo Sales, e o juiz Cleudson Vale, da comarca de Ceará-Mirim, traçaram um panorama das ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário potiguar na área ambiental. O evento, em formato de videoconferência, foi mediado pela juíza Fátima Soares coordenadora Estadual da Copegam e contou com a participação da desembargadora Zeneide Bezerra.

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O secretário-geral destacou as ações do departamento de Engenharia e Arquitetura do TJRN que tem desenvolvido vários projetos nos quais a sustentabilidade é a tônica permanente. Ele citou a construção de fóruns no interior, com o melhor aproveitamento possível dos recursos naturais. Citou o exemplo do Fórum de Santa Cruz, situado em região onde a água é um insumo escasso. "No local, há a reserva de 45.000 litros de água, destes 25.000 litros serão provenientes de água da chuva, uma parte virá dos aparelhos de ar-condicionado e apenas 15.000 litros, do sistema público de água".

Lindolfo Sales também mencionou o projeto do Fórum de Lajes, na região central do Estado, a ser inaugurado em cerimônia virtual nesta segunda-feira (24), que terá um sistema semelhante em relação ao aproveitamento de água. Ele lembrou que no atual prédio sede do tribunal já é empregado temporizadores nas torneiras e lembrou que ações como videoconferências através de plataformas de vídeo contribuem, neste momento de pandemia, para redução de gastos relacionados à combustível, energia, água, papel, entre outros insumos.

Aproveitamento dos recursos

Engenheiro civil, com mestrado pela University of Missouri em engenharia sanitária e ambiental além de doutorado, o secretário também falou sobre a nova sede do TJRN, que está sendo construído no bairro de Nazaré, em Natal. O prédio irá aproveitar toda a água pluvial e o esgoto será tratado para a utilização na jardinagem. Além disso a unidade contará com placas solares no teto do prédio garagem, O que irá suprir em até 45% a energia a ser consumida no edifício.

A concepção da Nova sede também se preocupou em diminuir a insolação nas paredes da construção, diminuindo o calor nas salas e com isso gastando menos energia para refrigerá-las. "Cuidados que as pessoas estão tendo e que mostram preocupação com a sustentabilidade, fazer mais eficiente com menos", enfatiza o secretário geral. No prédio sede, o ar condicionado será controlado sala por sala em uma unidade dotada com 12 andares administrativos e oito de garagem.

O juiz Cleudson Vale lembrou do início do trabalho, voltado à preservação dos recursos naturais e sustentabilidade há mais de 10 anos, de magistrados e servidores na área ambiental e destacou que o tribunal entrou no caminho certo ao realizar as alterações nos projetos dos prédios com ideias inclusive contra a insolação. "Esta é uma mudança de rumo que está levando a gente para uma situação bem melhor em termos de sustentabilidade", ressalta o magistrado vice-coordenador estadual da Copegam e responsável pela Coordenadoria para a Região do Mato Grande.

O juiz citou vários exemplos de ações realizadas pelo tribunal para economia de papel, por exemplo como é o caso do SigaJus. Recordou também que o Processo Judicial Eletrônico (PJe) também contribui para a eliminação do papel. Ele mencionou ainda a importância da inteligência artificial que vai ajudar bastante na economia de diversos tipos de insumos. Vai diminuir também os atos presenciais. "Os atos que não são mais presenciais, com ajuda da tecnologia do vídeo, diminuem o consumo de combustível e a poluição, destaca o juiz. 

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