Juiz corregedor fala sobre experiência da CGJ-RN na implantação do sistema PJeCor em webinário do CNJ

Publicado em Quinta, 25 Junho 2020 12:36

O juiz auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça potiguar, Diego Cabral, foi o responsável pela palestra de abertura do webinário sobre o Processo Judicial Eletrônico das Corregedorias (PjeCor), promovido pela Corregedoria Nacional de Justiça, na manhã desta quinta-feira (25). O evento tem o objetivo de disseminar o conhecimento acerca do sistema do PJeCor, esclarecendo dúvidas técnicas e negociais sobre sua implantação nos tribunais brasileiros.

A Corregedoria do Rio Grande do Norte foi a pioneira na utilização do sistema, atuando como projeto-piloto. O juiz Diego Cabral falou sobre a experiência da CGJ na implantação do PJeCor e de como ele vem sendo utilizado na prática. Além disso, sugeriu um plano de ação para a implantação do PJeCor nas demais corregedorias.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, agradeceu e parabenizou o magistrado da CGJ-RN pelo trabalho de análise realizado durante a palestra.

“A implantação do PJeCor é uma tarefa que ajudará as corregedorias a darem um importante passo a uma realidade onde todos poderemos, efetivamente, marchar juntos, facilitando a troca de experiência e reunindo esforços de todos em torno de um mesmo objetivo”, afirmou o ministro Humberto Martins na abertura do webinário.

Mudanças tecnológicas

O ministro ressaltou também que o homem não deve temer as inovações que as mudanças tecnológicas estão trazendo, pois o trabalho jurídico criativo ainda vai demandar a atuação de seres humanos, mesmo em longo prazo. Segundo ele, o que está em franca decadência é a utilização do ser humano para a prática de atos mecânicos e corriqueiros, como, por exemplo, a juntada de petições, contagem manual de prazos, etc.

“Todas essas atividades burocráticas e mecânicas, que demandavam um considerável tempo e um grande contingente humano, estão com os seus dias contados. Com a virtualização do processo, não será mais necessário cumprir tarefas extremamente repetitivas e trará, como consequência, a reestruturação da distribuição da força de trabalho”, enfatizou Martins.

Novo ambiente

Dessa forma, o corregedor nacional destacou que as corregedorias precisam se preparar adequadamente para operar nesse novo ambiente e, por isso, é necessário planejar esse processo de modernização, capacitando e atualizando magistrados e servidores e, acima de tudo, criando um ambiente organizacional aberto às inovações que a tecnologia proporciona e a sociedade exige.

“As mudanças, para serem bem-sucedidas, exigem dedicação e engajamento coletivo, seja para planejar o sistema, seja na fixação de metas, seja para acompanhar seu cumprimento e evolução. Todas essas etapas são imprescindíveis para o desenvolvimento de um sistema concreto e seguro aos usuários”, alertou Martins.

Assim, a padronização dos procedimentos e a reorganização estrutural das corregedorias, segundo o ministro, podem ser efeitos a serem atingidos a partir da implementação de um sistema único. “No atual estágio de desenvolvimento do PJeCor, já é possível afirmar-se que se trata de uma iniciativa exitosa, que certamente ajudará as corregedorias e fomentará a criação de um sistema correicional orgânico, que atue de forma harmônica, célere e eficiente, onde a troca de informações poderá ser feita na velocidade de um clique”, celebrou o corregedor nacional.

* Com informações da Corregedoria Nacional de Justiça