Conectando afetos: procurador do MPRJ fala sobre a parentabilidade nas adoções necessárias

O procurador de Justiça Sávio Bittencourt, do Ministério Público do Rio de Janeiro, realizou nesta quarta-feira (27) a palestra virtual intitulada “Parentabilidade nas adoções necessárias”, como parte das atividades da 6ª Semana Estadual de Adoção, evento promovido pela Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ) do Tribunal de Justiça do RN, com apoio do Projeto Acalanto Natal e de uma série de instituições relacionadas com a adoção. Todas as atividades são virtuais, em razão da pandemia do novo coronavírus.

O procurador Sávio Bittencourt tem atuação destacada no controle das políticas públicas do meio ambiente, cidadania e infância. Desde 2009 é docente da Fundação Getúlio Vargas (FGV). E é também escritor de livros jurídicos, motivacionais e infantis.

Em sua fala o procurador inicialmente agradeceu o convite para falar sobre a temática da adoção, e elogiou atuação dos profissionais que compõem a CEIJ, fazendo referência ao juiz José Dantas de Paiva, coordenador da CEIJ, e à psicóloga Ana Maux, que fez a mediação do debate.

O palestrante ressaltou que, “de uma forma mais genérica podemos dizer que toda adoção sempre é necessária”, tendo em vista as condições materiais e afetivas da criança que precisa da adoção. Mas explicou que, no caso do contexto específico, a adoção necessária se refere às crianças e adolescentes que estariam fora do perfil procurado com mais frequência pelos pais adotantes.

“Em geral, são crianças que estão há muitos anos vivendo nas instituições de acolhimento”, explicou, pois a adoção tardia compreende além das crianças com mais de três anos e adolescentes, a adoção de grupos de irmãos e crianças/adolescentes com problemas de saúde.

Contato faz diferença

Sávio Bittencourt avaliou que as características dos adotantes brasileiros estão mudando com o decorrer do tempo, e pais “que antes tinham sérias restrições ao adotar, estão cada vez mais aceitando adotar pessoas fora desses perfis”.

Essa mudança acontece, na maioria dos casos, quando ocorrem os momentos de encontro entre os pais e as crianças nas instituições. O palestrante ressaltou que esse momento do encontro é fundamental, pois “é nessa situação que o afeto e a identificação têm início”.

Sobre essa questão o palestrante também ressaltou que os órgãos públicos devem procurar preparar os abrigos e ambientes de adoção para o contexto do novo coronavírus. De modo que ele considera importante o uso de plataformas digitais que usam fotografias, vídeos curtos e outras ferramentas, “especialmente nessa situação em que os encontros presenciais estão restritos”. Isso desde que tomados os cuidados necessários para proteger a intimidade e evitar uma exposição indevida da pessoa que será adotada.

No final da palestra foi feito sorteio do livro infantil “Que bicho Dudu é?” para os participantes da palestra. O livro também está disponível online através do link: https://www.quintaldeana.org.br/adocao/livro-que-bicho-dudu-e/.

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